Trata-se de um certo dia, se realmente foi alguma coisa que se pode chamar de dia eu não sei, mas de tanto pensar em tal possibilidade meu inconsciente me levou a tal mundo, supostamente paralelo ao "real".
Começou em uma tarde estranha de um inverno amedrontador, que por mais frio que fosse eu não hesitava em sair de casa, para fazer o que? , nem eu sabia simplesmente saia, passava por muita gente, por algum motivo que eu desconhecia ninguém notava minha presença no lugar, aborrecido com tal "brincadeira" tentei me fazer de difícil, e não falar com ninguém!Depois de muito tempo sem falar com ninguém, notei que não era fruto da minha imaginação, e realmente, eu não era notado por que já havia deixado de existir, assustadoramente quando me dei por conta estava frente ao meu tumulo, então notei que amigos de infância, e pessoas conhecidas choravam ao redor daquele tal altar montado ao lado e cheio de flores e bilhetes, mas alguma coisa ainda me intrigava que era o motivo e a causa de minha suposta morte, insatisfeito de não ter sanado minha duvida conversando com as pessoas ao meu redor, e permanecendo sem resposta, percebi que havia alguém em cima de "meu tumulo" chorando desesperadamente, por mais que tentasse não conseguia distinguia, e pelo que eu notara não fazia parte do meu rol de amizades viventes, porem percebia-se facilmente que era uma mulher, e a titulo de informação, era muito bonita... E eu continuava a não entender o porquê daquilo tudo!
Sentia-me como se tudo ao meu redor não fizesse mais parte da minha existência, como se tudo que cultivei a vida toda tivesse se ido pra nunca mais voltar, e eu, ali continuava, sem ter o que fazer e sem contato com ninguém; Todo começou a rodar as coisas a mudarem de lugar, a luz se tornara escuridão em um piscar de olhos, passei a ver horripilantes cenas de tortura, em minha frente, amigos e parentes sendo feridos, e eu novamente, sem poder fazer nada... Foi quando em um grande grito de agonia percebi que estavam em um lugar totalmente diferente, e novamente as mesmas coisas, e para piorar eu não possuía controle de meus momentos como de eu estivesse interagindo em tipo de partida de Xadrez, e sentia-me como um peão indo para uma emboscada de fim de jogo, porá algum motivo que eu não fazia idéia, todas as paredes tornavam-se água, e não conseguindo me controlar, eu afundava como uma barra de ferro no oceano, e tudo voltavam ser como antes; Um velório, parentes, amigos, conhecidos, e eu ali parado sem ter o que fazer, mas uma coisa me chama atenção, percebo um homem com um violão nas costas tocando uma gaita de boca e chorando incessantemente, e mais assustador que isso era o fato de que ele me percebia e enquanto mais eu me aproximava, mas ele se afastava como se tivesse receio de ficar próximo de mim... Foi quando em uma poça de água percebo que sou um horripilai homúnculo, que por mais que me arranhe minha aparência continua a mesma, sem ter mais o que fazer toma de cima de uma mesa uma pequena faca, bastante estranha, por possuir um símbolo semelhante a uma esfera, com uma lua no centro, sem me importar com o que este escrito ou este desenhado na tal faca, a enfio no meu peito com uma enorme tristeza no coração, sem perceber nada torno ao lugar de torturas onde antes vi meus parentes e amigos chorando e gritando, e vejo que sou um personagem estranho com a mesma faca de antes em minha mão, cheia de lagrimas e na outra mão uma porção de pedras brilhosas cheias de sangue, que ao decorrer da loucura coloco em cima de uma mesa semelhante a aquela de onde antes havia pegado tal faca; Mais que rápido, aparece o homem que estava com o violão nas costas e que tocava a gaita de boca, tomado por um semblante de desgosto e raiva, e rapidamente toca em meu cabeção, e quando menos percebo estou em uma das cadeiras de tortura, sem entender nada novamente, grito em desespero: - Pelo amor de Deus, alguém me ajude, apos gritar tal coisa ouve uma voz dizendo: - Por quê? Lembrar de Deus? Pra que? O que há em seu coração? Apos tais questionamentos percebo que estou em um grande vazio, uma escuridão repleta de tristeza, e no mesmo momento que percebo tal mudança começo a refletir sobre as perguntas a mim feitas, e vagarosamente sem eu perceber tudo começa a ficar claro novamente, e outra vez aquela voz: - Por que só nas horas difíceis? E apos ouvir tal frase percebo que estou em uma cama de um hospital, totalmente enfaixado por ataduras, noto aparelhos medindo minha pressão, e meus batimentos cardíacos, é quando uma enfermeira aparece: - então acordasse garoto!? Com um semblante de alegria... : - Sorte sua que foi só uma pancada de leve, senão teria morrido de por causa daquele "bêbado imprudente”! E lentamente começou a me lembrar de coisas vagas como um carro me batendo em cheio, um monte de gente a minha volta... Nada alem de flash de memória. Porem lembra perfeitamente de uma garota que se assemelha muito com a garota que anteriormente eu vi debruçada em meu tumulo chorando, quando me dou por mim, pergunto à enfermeira se minha mãe não havia me procurado e se vira para mim balançando a cabeça e diz que sim, é quando percebo que ela é a garota que anteriormente estava chorando em meu tumulo, de quem me recordo tão bem... É quando ouço um som como de um despertador, não repetitivo, mas continuo, e de repente paro de respirar. E pensando que tudo era um sonho me mantenho vivo, achando que um dia aquela garota linda, que por mais coisas estranhas e tristezas que eu tenha visto, um dia apareça na minha vida, nem que seja para me dizer que nunca me viu, e que não me conhece, só pelo prazer de ver novamente aquele lindo rosto, semelhante ao de uma boneca de porcelana fina.
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