Sinto muita dor por estar do lado errado da moeda da vida.
Em fim fiz o que eu nunca quis fazer e em fim quis tudo que eu sempre quis ter, mas por algum motivo mais do que real, aceitei a oferta mais facil, não culpo minha vida, criação, índole, ou sei lá o que; A culpa é única e exclusiva minha, dependia de mim fazer ou não tal coisa depende de mim fazer o errado morrer e repor o certo, o mal que me corroía agora é superabundante em mim, o Amor que outrora fazia minha mente viajar pra mundos diferentes nos quais eu era o inicio e meio, o fim dependia do estalar dos meus dedos; fui idiota ao pensar que me controlaria, era uma luta perdida, deveria ter me afastado desde o inicio, sinto um vazio horrendo dentro do meu peito; Será que sou capaz de arcar com as consequências disso tudo, devia ter pensado nisso antes de fazer a tudo virar “bosta” (como diria Rita ele), e agora com medo de reações e conseqüências de minhas ações me escondo no vazio do meu pensamento, do qual eu devo sair de peito aberto e assumir minhas transgressões;
Se é medo, não sei, se é receio sei lá, pensando bem receio não é, antes fosse... em fim sei que é medo e por mais anonico que seja eu estou com medo de ter medo... A dor que me corroía agora fez da minha alma um banquete e essa carnificina é irreversível, para-la ?, sim, é possível, mas quem é essa criança estúpida e impulsiva pra carregar esse fardo de milhões; Sei que não é dado-lhe um fardo que não se pode carregar, algo em mim quer achar que a volta será plausível e que tudo será tratado como uma transgressão que aumenta um ponto no placar adversário.
Ainda me prendo ao medo de destruir o monstro que criei, afinal algo de mim esta nele e algo dele mora em mim, mas o que me faz chorar não é mais o mesmo fim, a mesma morte triste, o mesmo retrocesso, o sorriso após uma vitória e a calma após a derrota, não, isso não me motiva a fazer as coisas voltarem ao normal mas me motiva a jogar tudo pro alto e descobrir o que há além do que todos os olhos vêem. Sei que sou um erro a procura de correção, que perambula por ai com rumos indefinidos e propostas mal cabidas afinal, minhas dores físicas não fazem parte da minha vida, pois(acho que)se quer uma mutilação me faria criar a coragem que nunca houve em mim, agora percebo que sempre procurei as coisas certas nos lugares errados; E me enganei sempre sobre isso, eu quis acreditar que eu sempre soube a coisa certa a se fazer, eu sempre soube que eu estava errado, sempre soube que o “sim” significaria um outro não, e que nada do que eu controlo fará volta no tempo e me trará ao primórdio onde tudo “acabou”.
A dor que me prende ao fundo do poço no qual me atirei por que quis, já que estava de cabeça para baixo esperando uma brecha pra saltar; Foi então que saltei, e só me toquei de que a volta seria dolorosa depois que bati com a “cara” no chão e soube que mais fundo só cavando, e o fôlego que me resta é exatamente o necessário para voltar a superfície; Vai doer ?, sim, e muito; Ferirá ?, sim, como nunca feriu; Mas bem lá no fundo sabe-se que o passo mais dolorido se dá uma vez só !
sábado, 25 de dezembro de 2010
Ali é o lugar, ou não !?
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